Técnicas de SEO para e-commerce

Você sabe o que é preciso para otimizar sua loja para o Google? Confira as principais técnicas de SEO para e-commerce.

Sobre o autor

Publicitário, pós-graduado em Gestão Estratégica em Moda e cursando MBA em Varejo Físico e Digital na USP. Atuo há 12 anos com Marketing Digital, trabalhando em projetos para pequenas, médias e grandes empresas, especialmente do ramo de vestuário e cosméticos.

Muito se fala da importância do SEO (Search Engine Optimization) para e-commerces. Porém, existe muita dúvida sobre o que deve ser feito para otimizar o site para que ele atinja o primeiro lugar. Vou falar de técnicas de SEO para que você implemente em seu e-commerce e tenha mais resultados através da busca.

O que é SEO?

Antes de mais nada, vamos entender o que é SEO. SEO nada mais do que: otimização para mecanismos de busca. É um conjunto de técnicas que visam posicionar o site orgânicamente (ou seja, sem pagar por anúncios). Funciona para sites, blogs e lojas virtuais.

Essas técnicas são aprovadas e inclusive incentivadas pelo Google. Existem outras técnicas um tanto obscuras, chamadas de black hat, que não abordarei aqui, já que elas podem levar seu site a ser penalizado pelo buscador.

Como o SEO ajuda na sua estratégia de links patrocinados (Google Ads)

Otimizar seu site não ajuda apenas a conseguir mais trafégo orgânico, como também ajuda na sua estratégia de links patrocinados. Como?

O Google Ads funciona basicamente como um leilão. Você dá um lance em uma determinada palavra-chave e o Google faz um cálculo baseado nesse lance para determinar sua posição na busca paga.

Porém, diferentemente de um leilão tradicional, onde quem paga mais, leva, o Google usa o que ele chama de Índice de Qualidade (IQ) para determinar seu CPC (custo por clique) e sua posição no resultado.

O Índice de Qualidade é determinado pelos seguintes fatores:

  1. Taxa de clique esperada: a probabilidade do seu anúncio ser clicado. Através dessa métrica, você pode entender se seu CTR está dentro do esperado ou não e a partir daí fazer ajustes;
  2. Relevância do anúncio: o anúncio que foi exibido para aquela busca está de acordo com o que foi buscado pelo usuário? Se ele buscou por tênis masculino e seu anúncio exibiu um texto falando de sapato, seu anúncio não é relevante para aquela busca;
  3. Experiência na página de destino: a facilidade de navegação e o tempo de carregamento são determinantes para obter nota máxima nesse fator. É nesse ponto que o SEO pode ser determinante.

Esse Índice é recalculado a cada vez que o usuário faz uma busca e o resultado que você na sua conta é uma média calculada através de uma amostra dos anúncios.

Para calcular o posicionamento do anúncio, o Google multiplica seu Índice de Qualidade pelo seu CPC máximo, chamado de Ad Rank, conforme a figura abaixo:

adrank

O valor que você pagará por cada clique, chamado de CPC Real, é calculado da seguinte forma:

adrank cpc real

Ou seja, quanto maior seu Índice de Qualidade, menos você paga por um clique. Lembrando que a fórmula exata o Google nunca divulga, então os fatores mencionados acima são aqueles que temos maior controle.

Como funcionam os mecanismos de busca

Antes de começar a falar sobre técnicas de otimização, é importante entendermos como a busca do Google funciona. Como ele classifica os resultados que aparecem no topo da página? Veja o vídeo abaixo que explica de uma forma bem didática esse funcionamento.

São mais de 200 fatores que determinam o rankeamento de uma página e o Google processa em milésimos de segundos esses fatores para determinar qual página será exibida numa determinada posição.

Periodicamente, o Google atualiza seu algoritmo para torná-lo mais relevante para os usuários. Afinal, se as pessoas não encontrarem o que procuram em poucos cliques, elas deixam de usar essa ferramenta tão poderosa.

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Fatores de rankeamento

Agora que entendemos o que é SEO, como ele impacta na sua estratégia de links patrocinados e como funcionam os mecanismos de busca, vamos falar dos fatores que são usados para determinar o posicionamento do seu site. Aqui, vou abordar os principais fatores de rankeamento, separados em dois pilares: SEO On page e SEO técnico. Considero essas técnicas básicas para qualquer site e você deve implementá-las desde o primeiro momento na sua loja virtual.

SEO On page

Esse é o feijão com arroz do SEO, ou seja, é o básico que você precisa fazer para ter sucesso. Se você tiver que escolher por onde começar, comece por aqui. Os fatores abaixo são relativamente fáceis de serem implementados na maioria das plataformas de e-commerce.

URL

A URL precisa conter a palavra-chave que você deseja rankear. Digamos que seja uma URL de categoria e nossa palavra-chave é “tênis masculino”, ficaria assim:

www.exemplo.com.br/tenis-masculino

Note que eu usei o hífen (traço) como separador, pois assim o Google entende que são duas palavras. O underline (_) não é entendido pelo buscador como um separador de palavras.

A maioria das plataformas já é otimizada para isso, bastando você incluir a palavra-chave desejada.

Title

Novamente, devemos usar a palavra-chave na title. Quanto mais à esquerda, melhor. Seguindo com o exemplo da palavra-chave “tênis masculino”:

Tênis masculino: lançamentos e ofertas – Nome da Loja

O primeiro termo é justamente a palavra-chave desejada. Veja um exemplo do que não fazer:

Nome da Loja – Tênis masculino: lançamentos e ofertas

Uma dúvida muito comum é em relação à quantidade de caracteres que devemos usar na title. Em geral, 60 caracteres funcionam bem, sem que o Google “coma” sua title.

Outro ponto bastante relevante é sobre como redigir sua title. Além de incluir sua palavra-chave, é interessante que ela seja atrativa, já que esse é o título que a pessoa verá no resultado da busca:

tenis-masculino-Pesquisa-Google

Note que todos os 3 primeiros resultados trazem exatamente a palavra-chave buscada em primeiro. O que vem depois varia de site para site. Não é porque seu resultado está em primeiro que, necessariamente, o usuário vai clicar. Trazer informações como descontos, frete grátis, parcelamento, entre outros, ajuda e muito a aumentar seu CTR. Vale a pena olhar para sua campanhas de Google Ads para tirar alguma ideias.

Meta description

A description é o que aparece logo abaixo da title no resultado de busca. Usando o print acima como exemplo, temos a seguinte description para o site da Netshoes:

Encontre Tênis Masculino de várias marcas e modelos, além de muitos outros produtos com descontos exclusivos. Confira! | Netshoes.

Me parece que essa description foi gerada automaticamente, apenas incluindo a palavra-chave (o que é uma boa prática também). Sempre que possível, personalize sua description para cada página / categoria / produto.

E qual é a importância da meta description? Ela não é um fator de ranqueamento, mas pode ajudar seu site a conseguir mais cliques, impactando no CTR (cliques / impressões). Portanto, é importante que ela seja bem pensada. Novamente, olhe para seus anúncios do Google Ads ou para os anúncios de seus concorrentes para tirar boas ideias.

Lembrando que o Google pode ou não exibi-la junto do seu resultado, cabendo ao algoritmo escolher qual é o melhor texto. Em geral, descriptions mal escritas são substituídas pelo texto que o Google encontra na página.

O número máximo de caracteres fica em torno de 160.

Título da página

Diferente da title, o título é o texto que é exibido dentro da página. Veja o exemplo em vermelho:

titulo-seo

O conteúdo dentro da página é de grande relevância para SEO e ter a palavra-chave exata nesse conteúdo ajuda. O exemplo acima é de uma página de categoria, mas isso serve para qualquer página do seu e-commerce.

Heading tags

As heading tags são marcações no código do site que indicam a hierarquia do conteúdo, através de títulos e subtítulos. As principais são: H1 e H2.

Dentro do H1 é importante ter a palavra-chave que você deseja posicionar. No exemplo acima, seria: “tênis masculino”. Outro ponto de atenção é ter apenas uma tag H1 dentro da página. Preferencialmente, ela deve aparecer como a primeira heading tag da página, ou seja, antes do H2, H3 e assim por diante.

É muito comum alguns sites colocarem o H1 no logo, o que é um erro. Para fazer essa verificação, sugiro a ferramenta MozBar.

Conteúdo na página

A quantidade de conteúdo (texto) na página é de grande relevância para o buscador. E mais do que quantidade de conteúdo, é importante pensar em qualidade. Copiar e colar uma descrição de produto de outro site não contribui em nada para a relevância do seu site. O Google (e os usuários) gosta de conteúdos úteis e originais.

Em um outro post dei o exemplo da Polishop, que trabalha muito bem a questão do conteúdo em suas páginas de produtos. Veja o print abaixo:

descricao-produto-seo

Também é importante pensar em conteúdo dentro das categorias. Veja o exemplo do Magazine Luiza:

descricao-categoria-seo

Além do conteúdo produzido internamente, existe um outro conteúdo que é riquíssimo dentro do e-commerce: aquele gerado pelo usuário. Reviews e depoimentos também ajudam a criar conteúdo relevante e único dentro da sua loja. Por isso, habilite essa opção na sua plataforma e incentive seus usuários a escreverem.

Imagens

No e-commerce, as imagens são importantes para além do rankeamento, já que elas permitem que seu cliente visualize o produto que está comprando.

Imagens exclusivas e de boa qualidade ajudam não só seu cliente a comprar como também na estratégia de SEO. O nome do arquivo da imagem deve ser otimizado com a palavra-chave do produto (exemplo: tenis-de-corrida-masculino-nike). Não inclua caracteres especiais, como acentos, e use o hífen como separador das palavras.

Além disso, a palavra-chave também deve estar presente no atributo alt, uma marcação no HTML que permite com que o Google identifique do que se trata essa imagem. Seguindo o exemplo, o atributo alt ficaria: tenis-de-corrida-masculino-nike.

Linkagem interna

A linkagem interna ajuda o buscador a entender a hierarquia de páginas e a distribuir a relevância entre essas páginas. Por isso, é tão importante criar uma estrutura de categorias que seja coerente com a navegação do usuário para que ele encontre o que procura mais facilmente.

Essa estrutura de categorias normalmente fica no topo da página (no menu) e esses links, aos olhos do buscador, são mais relevantes do que aqueles que estão no rodapé, por exemplo. Além disso, colocar os links mais importantes no topo facilita a navegação.

Incluir o breadcrumb (trilha de navegação) também ajuda na otimização. Alguns sites incluem ainda uma nuvem de palavras, normalmente no rodapé da página, ajudando a criar links para outras páginas que são relevantes na estratégia de SEO.

SEO técnico

Aqui entra uma questão muito importante no SEO atualmente: tempo de carregamento da página. De nada adianta se preocupar com o conteúdo da sua página se ela não carregar rapidamente. Atualmente, o Google orienta que a página carregue em até 2 segundos.

Cada segundo adicional no carregamento pode acarretar numa perda de 7% nas conversões. Além de que, 50% dos visitantes vão embora de sites que demoram mais do que 3 segundos para carregar (pesquisa da Kiss Metrics).

Como medir o tempo de carregamento do seu e-commerce

Existem diversas ferramentas que fazem essa medição, como: Google Site Speed, GTMetrix (minha favorita), Pingdom e WebPageTest. Cada uma apresenta diferentes relatórios, trazendo os principais pontos que devem ser otimizados.

Com o GTMetrix, você pode criar uma conta e fazer análises periódicas para acompanhar seu desempenho. Além disso, ele permite que você escolha servidores aqui no Brasil para análise, o que deixa o resultado mais próximo do real.

Veja um exemplo de análise:

gtmetrix-tempo-carregamento-pagina

PageSpeed Score: essa é a avaliação oficial do Google. Logo abaixo nessa página ele mostra os pontos que precisam de melhorias. Veja abaixo:

gtmetrix tempo carregamento pagina2

No exemplo da Netshoes, o GTMetrix aponta dois principais problemas: minificar JavaScript e ativar o cache do navegador. Algumas plataformas já oferecem essas funcionalidades nativamente. No Woocommerce, você pode usar plugins como o Hummingbird.

Existem algumas questões que impactam no tempo de carregamento. Algumas delas:

Servidor

Esse é fator está diretamente ligado com a qualidade do servidor em que seu site está hospedado. Servidores dedicados

Especificar validade do cache

O cache armazena conteúdos de uma página para acesso de modo rápido. Após o primeiro carregamento, não é mais necessário requisitar ao servidor todos aqueles dados já carregados. Dessa forma, acelera o carregamento do lado do usuário.

Essa é uma das principais estratégias para acelerar o carregamento de um site. A maioria das plataformas já tem essa função nativa. O ideal é que o cache fique armazenado por 1 ano.

Minifique CSS, Javascript e HTML

Reduzir o tamanho desses arquivos ajuda a carregar o site mais rapidamente. Além disso, mover esses arquivos para o rodapé da página também ajuda a otimizar.

Ative a compactação gzip

Essa compactação diminui o tamanho das páginas hospedadas em seu servidor, acelerando o carregamento. Você pode fazer isso dentro do servidor do seu site ou então diretamente na plataforma de e-commerce. Na dúvida, entre em contato com sua equipe de TI.

Use uma CDN (Content Delivery Network)

As CDNs armazenam seus dados em servidores espalhados pelo mundo, otimizando o carregamento deles. Os CDNs são muito utilizados para o armazenamento de imagens, que acabam requerendo uma grande quantidade de dados.

Existem diversas CDNs e os preços variam de acordo com a quantidade de dados que seu site trafega por elas. Um exemplo bem comum de CDN é a Amazon CloudFront, o Google Cloud e a CloudFlare. A maioria das plataformas alugadas (se não todas) já usam CDNs.

Tamanho das imagens

Como disse acima, as imagens normalmente são os elementos com maior peso em um site (depois dos scripts). Se sua plataforma não oferece otimização nativa, vale a pena usar sites de terceiros para isso. Indico a TinyPNG (que também para jpeg) e a Compress JPEG.

Sitemap XML

O sitemap é exatamente isso: um mapa do seu site. Ele ajuda o buscador a encontrar mais facilmente suas páginas. Se sua loja possui muitas páginas, convém criar um sitemap por categoria. Uma boa prática é manter até 10.000 URLs para cada sitemap.

Depois de criar, envie o sitemap para o Google Search Console.

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